
Fico sempre emocionado com as declarações públicas de fé que o jogador da seleção brasileira o Kaká têm pronunciado desde sempre. Ele já foi alvo de críticas da mídia em episódios envolvendo sua seriedade na prática do dízimo, que segundo as escrituras é a devolução de dez por cento de tudo o que o fiel ganha (2Cr 31.5-6). Existem referências a esta instituição tanto no Antigo Testamento (Ml 3.8-12), quanto nos ensinos de Jesus (Lc 11.42; Hb 7.4-9). Acerca disto, ele sempre se mostrou resoluto, dizendo-se consciente de sua responsabilidade de "devolver" a parte que cabe ao "dízimo" como questão de fé, fundamentada em sua relação com Deus. O que o jogador demonstra sobre sua espiritualidade é que ela não lhe serve de motivo de vergonha, nem necessita ser mantida em segredo. Fato que alguns jornalista parecem desejar que ele não destaque nem declare diante das câmeras.
Isso é intrigante porque o que se sabe sobre a mídia é sua invasão na vida de celebridades procurando mostrar todos os detalhes e acontecimentos, peculiaridades e segredos. Vivemos num tempo em que os paparazzis policiam obcecadamente cada particularidade da vida dos astros e estrelas. Certamente o grande jogador reconhecido mundialmente tem esta atenção destes profissionais, porém, sua devoção a Deus, sua religiosidade e espiritualidade parecem recebem uma atitude oposta, porque além de ser desprezada, muitas vezes é escondida e criticada sem fundamento, uma crítica pelo prazer de criticar.
Sabemos que existem muitos jornalistas sérios que procuram informar com imparcialidade, porém, como em todas as profissões, existem aqueles que se utilizam das oportunidades que possuem para projetarem a si próprios. Talvez dentro deste grupo estejam aqueles que querem defender a opinião que possuem sobre as coisas, cada declaração dos mesmos recebe um tom de argumentação cientifica e verdade absoluta. Sei que cada um tem sua opinião pessoal, porém desmerecer ou utilizar-se de artifícios retóricos para desmerecer as idéias e crenças dos outros é outra coisa. Acredito que a liberdade de pensamento e de expressão não é exclusiva da imprensa. Creio que todos podem expressar e divulgar o que pensam, inclusive a religião que professam.
Kaká tem sentido-se perseguido pelo colunista Juca Kfouri, do jornal “Folha de S. Paulo”, que afirmou em sua coluna que o jogador pode até ser obrigado a encerrar a carreira de forma prematura por conta de uma lesão crônica no púbis. A perseguição segundo o camisa 10 da seleção brasileira, partiria de uma oposição a sua atitude de não esconder sua fé em Jesus Cristo. Veja o vídeo:
Parece-me que Kaká pediu apenas mais profissionalismo e respeito a sua liberdade religiosa pede optar crer.
A imprensa luta por sua liberdade de expressão, porém alguns jornalistas parecem incomodados com a liberdade de expressão religiosa pública. Não existe incoerência e parcimônia nisso? Só jornalistas podem expressar em público sua opinião?
Esse fenômeno global que é a religião, apenas como exemplo, a configuração da população brasileira segundo o censo 1999 era de mais de 93,6% da população de religiosos, contendo um percentual de 15,6% de evangélicos, ou seja: quase 30 milhões de brasileiros! Acredito que dentre este grupo existem muitos cidadãos honestos que cumprem seus deveres cívicos! Assista abaixo a resposta de Kfouri:
Desde o ínicio, a declaração de Kfouri, mostra sua oposição a religião, e aos religiosos, que ele generaliza num tom "de todos são iguais" e merecedores de sua reprovação. A sua crença no ateísmo é divulgada numa liberdade de expressão e opinião que muitos religiososgostariam de desfrutar... Mas, quando um religioso faz uso disso é ridicularizado e sua atitude tachada como imposição de idéias, discriminação dos irreligiosos... Kfouri fazendo éjornalismo...
Outro fato interessante, é sua afirmação de que Kaká não deveria levar Jesus para dentro do campo. Isso mostra o desconhecimento que o jornalista tem da religião cristã, pois nela,Cristo é reconhecidamente onipresente, ou seja, não há lugar que possa se ausentar de sua presença! Com ou sem Kaká, Cristo está em campo!
Não critico o uso que alguns fazem da liberdade de negar a Jesus. Ainda mais, porque, quem quer aproveitá-la, precisa utilizá-la nessa vida. A bíblia garante que no futuro:

“ Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. ” (Filipenses 2:9–11)
É bom lembrarmos que segundo a bíblia essa vida também pode ser usada para confessar Jesus, a semelhança do que Kaká tem feito:
“ Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus; mas o que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” (Lucas 12:8–9)
Sua confissão pública de fé não deveria ser recriminada por quem vive da liberdade de expressão! Os jornalistas deveriam ser os primeiros a defenderem a liberdade do ser humano de publicar suas idéias! Ironia: nem todos conseguem, são religiosos demais, são fanáticos em suas crenças... Ainda que acreditem em nada acreditar.....
De um lado aqueles que sempre dizem ao povo que parem de acreditar em Deus e passem a acreditar em nós... e do outro estão aqueles que não se importam de serem perseguidos por declararem sua fé! Nem o coliseu conseguiu calar a boca dos cristãos! Não será esse ou aquele que conseguirá. Os ateus gostam de gritar que não acreditam, sejam pelo menos educados e nos deixem dizer também o que pensamos.
Diante de toda essa perseguição a resposta maravilhosa de Kaká veio na escancarada distribuição gratuita de um dvd produzido e estrelado por ele, declarando sua fé em Jesus. Auxiliado pela Igreja Batista da África do Sul, os dvds são entregues do lado externo dos estádios. No verso da capa do dvd contém a seguinte declaração:
“Eu creio que Deus tem um propósito pra vida de cada um de nós. E acredito que o meu é pelo esporte, pelo futebol, levar o nome de Jesus Cristo”.
Que todos tenhamos a mesma paixão por Deus a ponto de declararmos diante de todos, torçam ou não o nariz, nossa fé em Jesus.
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